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Economia criativa cresce 47,7% nos Vales do Sinos, Caí e Paranhana

Dados foram apresentados pelo analista do Sebrae Josemar Demenech durante o Sapiranga Summit. São Leopoldo é uma das cidades com maior número de empresas do setor

 

A economia criativa vem se consolidando como um importante vetor de desenvolvimento econômico nos Vales do Sinos, Caí e Paranhana. A região reúne atualmente mais de 49 mil negócios ligados ao setor, dos quais mais de 30 mil são Microempreendedores Individuais (MEIs). Juntos, esses empreendimentos representam 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB) e são responsáveis por mais de 84 mil empregos.

Os dados foram apresentados pelo analista de Ambiente de Negócios do Sebrae RS, Josemar Demenech, durante a palestra “A potência da criatividade na economia: um olhar para Sapiranga”, realizada durante o Sapiranga Summit. O encontro trouxe para o debate o potencial da economia criativa e as oportunidades que o segmento oferece para os municípios da região.

Entre 2020 e 2025, o setor cresceu 47,7% nos Vales do Sinos, Caí e Paranhana, desempenho superior ao observado em diversos segmentos
tradicionais da economia, como indústria e varejo. “Quando falamos em economia criativa, estamos falando de transformar criatividade, conhecimento e talento em negócios, renda e novas oportunidades. É um setor muito diverso e com grande capacidade de gerar desenvolvimento para os municípios da nossa região”, destaca Josemar. A economia criativa engloba uma ampla diversidade de atividades e modelos de negócios, incluindo games, audiovisual, gastronomia, cultura, arte, design, comunicação e produção de conteúdo. O segmento também vem sendo impulsionado por novas tecnologias e pelas mudanças na forma de consumir, produzir e se relacionar com o mercado.

Municípios concentram oportunidades

Os dados apresentados também mostram a distribuição dos negócios criativos pelo território regional. Entre os municípios com maior número de empresas do setor estão Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Campo Bom. Sapiranga aparece na sexta posição, reforçando a presença e o potencial da economia criativa no município. Mais do que representar um conjunto de atividades ligadas à cultura e à criatividade, o setor vem ganhando espaço como uma importante frente de geração de renda, emprego e novos negócios. Para Josemar, a diversidade característica da economia criativa é justamente uma das suas principais potencialidades.  “Temos uma região com uma diversidade muito grande de talentos e negócios criativos. Existe uma série de possibilidades para transformar essas competências em produtos, serviços e negócios. O potencial está em conectar criatividade, tecnologia e conhecimento às demandas do mercado”, afirma.

Durante a palestra, também foram abordados temas que impactam diretamente os profissionais e empreendedores do setor, como a legislação relacionada aos influenciadores, a Lei Aldir Blanc e os impactos e possibilidades trazidos pela inteligência artificial.

Sebrae amplia olhar para a economia criativa

Diante do crescimento e do potencial do segmento, o Sebrae RS vem ampliando seu olhar para a economia criativa, desenvolvendo produtos, soluções e iniciativas voltadas às necessidades específicas dos empreendedores e empresas que atuam nesse mercado.
A atuação busca acompanhar as transformações do setor, estimular a qualificação e fortalecer conexões entre empreendedores, empresas e
diferentes atores do ecossistema regional. “O crescimento que estamos observando mostra que a economia criativa deixou de ser um segmento de nicho e passou a ocupar um espaço importante na economia regional. O nosso papel é estar próximo desses empreendedores,
entendendo suas necessidades e criando soluções que contribuam para que esses negócios possam crescer e se desenvolver”, destaca Josemar.

Sapiranga Summit -De 11 a 13 de agosto, o Fly.Hub, em Sapiranga, foi ponto de encontro para quem buscava novas ideias, conexões e oportunidades em torno da inovação. O 4º Sapiranga Summit reuniu mais de 20 mil participantes ao longo dos três dias, com uma programação que combinou empreendedorismo, tecnologia, negócios, criatividade, cultura e entretenimento.

Foram ais de 95 horas de programação, com cerca de 200 palestrantes distribuídos em oito espaços simultâneos. Contou com dois palcos com formato de palestras silenciosas, além de startups, empresas, ativações, experiências e atrações culturais.

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