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Museu Histórico Visconde de São Leopoldo celebra Dr. João Daniel Hillebrand nesta quinta-feira, 30 de outubro

 

Iniciativa acontece no Cemitério Municipal Cristo Rei é aberta à comunidade e visa relembrar a importância histórica do patrono de São Leopoldo e da Imigração Alemã 

 

Um encontro para celebrar a memória do médico alemão João Daniel Hillebrand, patrono de São Leopoldo, contextualizando também o momento histórico em que viveu. Este é o objetivo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, que nesta quinta-feira,  30 de outubro, convida a comunidade para a solenidade que acontece às 9h, junto ao monumento localizado no Cemitério Municipal Cristo Rei (bairro Cristo Rei) e que foi restaurado em 2020. 

A atividade, em alusão ao Dia de Finados, terá a condução dos mediadores do Museu, que ministrarão uma aula para os alunos da Escola de Ensino Fundamental Dr. João Daniel Hillebrand.

O presidente do Museu, Cássio Tagliari, informa que a homenagem tem dupla importância. A primeira é recordar a atuação heróica de Hillebrand, que veio para o Brasil em novembro de 1824, aos 24 anos.

O Museu mantém um amplo acervo sobre a trajetória de Hillebrand, que pode ser visitado de terças-feiras a sábados com entrada franca. 

 

Sobre João Daniel Hillebrand – Nasceu em Hamburgo, na Alemanha, em 1800. Estudou Medicina e fez parte dos combates contra Napoleão Bonaparte, tendo participado da batalha de Waterloo.

Chegou a São Leopoldo em dezembro de 1824, na segunda leva de imigrantes. Em 1836, organizou o batalhão de soldados da colônia para combater na Guerra dos  Farrapos, o que lhe rendeu prestígio junto às autoridades imperiais.

Sua atuação durante muitos anos como diretor da antiga Colônia Alemã de São Leopoldo possibilitou que fosse dada continuidade ao empreendimento colonial. Ele percorria a cavalo todo o interior da colônia levando atendimento médico às famílias de imigrantes.

Hillebrand fez o primeiro Censo da região em 1848, percorrendo toda a colônia para listar cada família assentada e seus integrantes. Em 1855, quando a cólera tomou conta da região e os poucos médicos que haviam fugiram para o interior, Hillebrand permaneceu em São Leopoldo e organizou um serviço de assistência, tirando das ruas os doentes e concedendo atendimento a todos no hospital. Pagou do próprio bolso as comidas e os remédios para os doentes.

Ao falecer, em 1880, foi considerado o Patrono de São Leopoldo e em seu testamento, deixou seus bens para os órfãos da cidade.

Em 1924, durante os festejos do Centenário da imigração Alemã no Brasil, foi inaugurado um monumento sobre a sua lápide no Cemitério Municipal. 

Nos meses de julho e novembro, a comunidade se reunia no cemitério para prestar justa homenagem ao seu primeiro herói de São Leopoldo.

 

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