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Galeria Liana Brandão recebe exposição “Da Ordem ao Caos”, do artista Luiz A. G. de Mello

Mostra marca a primeira exposição individual do arquiteto e artista porto-alegrense, que apresenta ao público uma seleção de trabalhos produzidos ao longo de uma década dedicada à arte

 

A Galeria de Arte Liana Brandão, em São Leopoldo, recebe neste mês a exposição “Da Ordem ao Caos”, do artista visual Luiz Antônio Gutierrez de Mello. A mostra marca a primeira exposição do artista, que apresenta ao público uma seleção de 10 obras criadas a partir de diferentes linguagens, como pintura, fotografia, desenho de mobiliário, colagem, estampas e ilustrações.

Natural e residente em Porto Alegre, Luiz Antônio tem 45 anos e formação acadêmica em Arquitetura. Sua trajetória artística, porém, começou muito antes, influenciada por referências que ele próprio define como uma mistura de gibis, tintas, canetas, música e a efervescência cultural da rua Oswaldo Aranha, em Porto Alegre, nos anos 1990.

Nos últimos 10 anos, o artista dedicou-se à produção de um amplo acervo, que reúne cerca de 800 obras. “Me vejo como um alquimista de ideias, um garimpador de referências, um operário a serviço das artes”, define Gutierrez.

A exposição em São Leopoldo representa, segundo o artista, um novo momento em sua trajetória. Depois de compartilhar seu trabalho principalmente pelas redes sociais, ele busca levar sua produção para além do ambiente virtual. “Depois de tanto tempo, saio do Instagram, meu primeiro público, e da gaveta para o mundo real. A partir daqui, quero expor mais, produzir com mais regularidade e que a arte deixe de ser só paralela na minha vida”, afirma.

O conceito da mostra parte justamente da relação entre organização e desorganização, razão e criação. O título “Da Ordem ao Caos” dialoga com a ideia de que os opostos podem coexistir e gerar novos caminhos artísticos. Para ilustrar essa relação, Gutierrez cita versos de Chico Science e Tom Zé, artistas que exploram em suas obras a desconstrução e a reinvenção.

Os trabalhos selecionados para a exposição representam diferentes fases de sua produção e revelam uma característica marcante: a liberdade de transitar por técnicas e estilos diversos. Segundo Gutierrez, sua identidade artística não está limitada a uma única estética, mas está presente no olhar, no processo criativo e na forma como combina diferentes referências.

“Mesmo nessa variedade, tenho certeza que as pessoas vão ver uma unidade, filhos de um mesmo pai”, destaca.

Para o artista, a exposição também simboliza um compromisso maior com a profissionalização de sua carreira. Entre os próximos desafios estão ampliar a produção, participar de novas mostras e encarar as demandas que fazem parte da vida de um profissional da arte contemporânea.

“Daqui para a frente, disciplina antes de tudo, sem romantizar o trabalho. Nesse mundo digital, o artista tem que divulgar, aparecer, saber de negócios, de finanças, uma infinidade de coisas não tão legais como criar”, avalia.

 

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