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CDL São Leopoldo debateu a implantação da NR 1

 

Especialistas Kelen Pompermaier Kertesz e Ricardo Rocha Schirmer apontaram medidas para as empresas implementaram controles de risco psicossociais | Foto: Elizabeth Renz

Nesta terça-feira, 26 de maio, o novo texto da NR-1, norma regulamentadora sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, entrou em vigor. Uma das novidades é a obrigatoriedade de que o GRO inclua os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. As diretrizes mostram a importância de se olhar para as condições, a organização e a gestão do trabalho. E para compreender como implementar as mudanças nas empresas, a CDL São Leopoldo promoveu nesta quarta-feira, 27, durante o evento Rede Mais, um encontro com os especialistas Kelen Pompermaier Kertesz (psicóloga especialista em Psicologia do Trabalho) e Ricardo Rocha Schirmer (médico do Trabalho). Para o presidente da entidade, Olinto Menegon, o tema é de extrema relevância para o setor do Comércio, tendo em vista as especificidades de cada atividade.

 

 

Ricardo Schimer lembrou que a NR 1 existe desde 1979 e em 2024 deixou mais explícita a necessidade de fazer a gestão do risco psicossocial nos ambientes de trabalho. Estabelecer uma hierarquia do controle de risco é uma das sugestões e que pode ser executada por três pilares. O primeiro é avaliar a demanda versus controle. Kelen explica que, quanto maior a demanda das tarefas, mais autonomia deve ser dada ao empregado para que cumpra com as metas. A seguir, vem o reconhecimento pelo esforço exercido. “Nota-se que a valroização é pelo esforço e não pelo resultado”, pontua. O terceiro pilar é a oferta de ferramentas adequadas para que cada tarefa ou demanda seja executada.

Schirmer assinalou que não há um guia padrão para implementar a NR 1, pois cada empresa tem as suas particularidades. Porém, ele aponta que a primeira medida a ser feita é a Análise Ergonômica Preliminar (AEP), que funciona como uma triagem inicial para identificar perigos e riscos ergonômicos no ambiente de trabalho. Ela subsidiará o plano de ação da empresa e determina se é necessário realizar uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET) mais aprofundada. “Minha dica é que se crie uma caixinha de sugestões para que os funcionários deixem as suas observações, queixas e demais manifestações. Ninguém melhor do que eles para identificarem os pontos de melhoria”, ressalta. Kelen acrescenta que, na sequência, é preciso saber se o trabalhador irá conseguir executar o que foi definido. “Focar nas relações interpessoais para promover um trabalho positivo e deixar claro o papel de cada função, garantindo que não haja responsabilidades conflitantes é muito importante”, aconselha.

O reconhecimento e a valorização do esforço são itens essenciais. “O funcionário precisa saber sobre o impacto do seu esforço. Se ele receber um valor adicional e diferente do colega, que esteja claro o motivo”, exemplifica Kelen.

Vem então a relevância de criar um sistema de comunicação que informe sobre as medidas e que estimule a melhoria contínua do ambiente de trabalho. “Muitas situações podem ser evitadas se a comunicação é clara e objetiva”, conclui.

Sobre os palestrantes – Ricardo Rocha Schirmer é médico do Trabalho com mais de 15 anos de experiência em gestão estratégica de saúde corporativa. É coordenador Médico de Saúde Ocupacional na Unimed Vale do Sinos e fundador da ED Consultoria em Saúde Mental, com projetos voltados ao bem‑estar emocional e à construção de ambientes de trabalho mais saudáveis.

Kelen Pompermaier Kertesz é especialista em Psicologia do Trabalho e clínica. É consultora de Recursos Humanos há mais de 20 anos e sócia fundadora da ED Consultoria em Saúde Mental

Novos associados

 

Durante o evento Rede Mais, a CDL São Leopoldo também deu as boas-vindas aos novos associados que aderiram à entidade nos meses de abril e maio de 2026.

 

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