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Calçadistas gaúchos iniciam movimento para criar um APL

Encontro promovido pelo movimento The South Base divulga os benefícios de um Arranjo Produtivo Local | Foto: Elizabeth Renz

 

Empresários do cluster calçadista do Rio Grande do Sul estiveram reunidos hoje, dia 24, na sede da ACI. Eles atenderam a uma convocação do movimento The South Base e tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre o projeto APL (Arranjo Produtivo Local), iniciativa do governo do Estado para estimular e apoiar a auto-organização produtiva de aglomerações setoriais e para promover o desenvolvimento dos territórios.

Segundo o diretor da ACI, Fauston Saraiva, o APL do ecossistema calçadista surge como uma estratégia decisiva para fortalecer a indústria regional e ampliar sua competitividade no mercado global. “Precisamos de união para sermos mais representativos e termos acesso a recursos disponíveis”, enfatizou.

Ele destaca que o APL funciona por meio de uma governança compartilhada, reunindo empresas, instituições de ensino, entidades setoriais e agentes de fomento em uma rede estruturada de cooperação. O modelo promove parcerias, qualificação profissional, acesso a programas de crédito e incentivos, além de ações coordenadas de marketing e exportação.

Conforme explica Saraiva, podem participar do APL todas as empresas inseridas na cadeia produtiva do setor, desde fabricantes de calçados e componentes até fornecedores de matérias-primas, empresas de logística e centros de pesquisa. Para aderir, é necessário que a empresa tenha registro formal, demonstre interesse em participar ativamente das atividades e esteja comprometida com boas práticas de gestão e inovação.

Fauston Saraiva ressalta ainda que a adesão ao APL traz ganhos concretos para as empresas, como redução de custos via compras coletivas, acesso ampliado a tecnologias e inovação, maior integração com parceiros estratégicos e suporte para expansão internacional. Para o cluster como um todo, o diretor aponta que o impacto se traduz em mais competitividade, fortalecimento da identidade regional e maior reconhecimento no mercado.

Já para as cidades envolvidas, os benefícios incluem geração de empregos, desenvolvimento econômico e estímulo à sustentabilidade. O diretor lembra que outros APLs do Rio Grande do Sul já demonstram resultados expressivos, como o APL Marítimo, o Centro Gestor Moveleiro, o Polo da Moda da Serra e o APL do Leite, com investimentos relevantes, avanços em modernização e melhoria de processos.

Por fim, Saraiva explica que a entrada no APL ocorre em etapas simples: preenchimento do formulário de pré-adesão, participação em reunião de boas-vindas e definição de metas conjuntas, consolidando o engajamento das empresas em um projeto que, segundo ele, representa “um passo decisivo para o futuro do setor calçadista da região”. São necessárias ao menos 10 empresas para se dar início ao projeto.
Cristian Thomas, integrante do The South Base, destaca que a formação do APL do setor irá fortalecer as ações que o movimento já realizou, uma vez que os recursos financeiros governamentais permitirão sua continuidade, além de criação de novas iniciativas.

Sobre o The South Base

Criado em 2023 pelo Programa Líder do Sebrae RS, o The South Base reúne fabricantes, fornecedores e prestadores de serviços do setor coureiro-calçadista para fortalecer a competitividade das indústrias. Com atuação estruturada em governança, qualificação, processos, comunicação e internacionalização, o movimento conta também com o apoio dos sindicatos da indústria, ampliando articulação e alcance dentro do cluster.

Voltado à expansão global, o The South Base impulsiona a exportação de calçados brasileiros, especialmente no modelo private label, promovendo capacitação, melhoria de processos e conexão estratégica entre empresas. Vinculado à ACI-NH/CB/EV/DI/IV, o movimento se consolida como uma aliança empresarial dedicada a reposicionar o calçado nacional no mercado internacional e preparar o setor para um novo ciclo de competitividade.

APL – Arranjos Produtivos Locais (APLs) são uma política pública de Estado para estimular e apoiar a auto-organização produtiva de aglomerações setoriais e para promover o desenvolvimento dos territórios. Um APLs é formado por um conjunto de empresas, produtores e instituições que, em um mesmo território, mantêm vínculos de cooperação. Com produtos semelhantes, participam da mesma cadeia produtiva, utilizam insumos comuns, necessitam de tecnologias semelhantes e informações sobre os mesmos mercados. Um APL é a prioridade definida por uma região para o seu desenvolvimento econômico.
Com o Projeto Extensão Produtiva e Inovação do RS, o programa implanta Núcleos Regionais de Extensionistas em parceria prioritária com universidades públicas e comunitárias para apoiar diretamente pequenos e médios empreendimentos dos APLs e das cadeias produtivas priorizadas pelas regiões.
Ao mesmo tempo, aprimora nas empresas a cultura do investimento e a busca por inovação e conhecimentos junto a universidades, centros tecnológicos e de pesquisa, assessoria e capacitação, além de melhorar a capacidade dessas instituições em atender as reais necessidades das empresas.

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