Iniciativa foi marcada por um ato simbólico: a pintura do primeiro dos três bancos vermelhos que serão instalados na unidade da Klabin em São Leopoldo
A campanha do Banco Vermelho – iniciativa que acontece no País e que consiste na instalação de bancos vermelhos em espaços públicos, com mensagens de reflexão sobre o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher, contendo contatos para emergência, denúncia e suporte a vítimas – recebeu mais uma adesão em São Leopoldo. A Klabin instalou nesta semana três unidades no pátio da fábrica gaúcha localizada na Avenida São Borja. Com esta atitude, o município passa a contar com 105 bancos vermelhos instalados em diferentes locais, reforçando a mensagem de combate à violência contra a mulher e ao feminicídio.
A Klabin leopoldense foi palco da reunião mensal da Rede de Enfrentamento às Violências contra a Mulher, realizada na quarta-feira (1º). O encontro foi conduzido pela SEPOM e pelo Centro Jacobina e reuniu representantes de instituições como a DEAM, o Ministério Público, a Ronda Lilás, a Patrulha Maria da Penha, entidades parceiras e integrantes da sociedade civil, com o objetivo de alinhar fluxos de atendimento, compartilhar informações e construir novas estratégias conjuntas para ampliar a proteção às mulheres em situação de violência.
Além das discussões técnicas, a reunião foi marcada por um ato simbólico: a pintura do primeiro dos três bancos vermelhos que serão instalados na filial da Klabin (o grupo é formado por 21 unidades industriais espalhadas pelo território nacional e uma na Argentina). A ação integra um movimento internacional de conscientização sobre o feminicídio e a violência de gênero, convidando a sociedade a refletir sobre a prevenção, a denúncia e o acolhimento às vítimas. O banco pintado com a participação dos integrantes da Rede simboliza o compromisso coletivo e a urgência do tema.
A escolha da Klabin como anfitriã do encontro reforçou o papel da iniciativa privada no enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo Bárbara Lucas, coordenadora de Gente e Gestão na unidade da Klabin de São Leopoldo, a empresa integra a Rede desde 2019, quando assumiu o compromisso de aumentar a representatividade feminina em sua planta. “Ao evoluir com o número de mulheres, nos deparamos com a necessidade de aprofundar o enfrentamento à violência, para direcionar e dar suporte a eventuais casos. Acreditamos que a aproximação entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil é um dos principais caminhos para fortalecer a rede de proteção e a cadeia de ajuda necessária para que mais mulheres vivam com autonomia, dignidade e saúde”, afirmou. Ela acrescentou que os três bancos vermelhos manterão viva a reflexão dentro da empresa, deixando clara a posição de que “violência e assédio não têm lugar por aqui”.

Jornalista e Coordenadora de Conteúdo do Portal São Leopoldo Negócios & Cia | Reg.Prof. 8228/95 | imprensa@slnegociosecia.com.br | (51)981846227
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