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ASSEMPLIFE irá reunir autoridades e comunidade para debater pautas locais

Entidade irá questionar, no dia 4 de maio, sobre o destino do prédio que abrigou a unidade da Brigada Militar no bairro Feitoria (foto) e o andamento das obras dos diques e dos desassoreamentos

Um encontro marcado para o dia 4 de maio, às 19h, na sede da Associação dos Empresários e Profissionais Liberais do Bairro Feitoria – Assemplife, em São Leopoldo, vai reunir representantes da prefeitura municipal, vereadores, representantes da entidade, do Semae, da Secretaria de Obras e da Guarda Municipal.

O objetivo é apresentar pautas essenciais para a região. A primeira é sobre o destino do prédio que até 2025 abrigava a unidade da Brigada Militar. A obra foi construída pela Assemplife há 30 anos com doações feitas pelos empresários, em um terreno doado pela Prefeitura Municipal para sediar a corporação. Naquele período, a região era seriamente atingida pela violência. Com a saída da BM, a preocupação é com o retorno da criminalidade. “Desejamos saber qual o destino que a municipalidade dará para o espaço”, reforça Odinir de Zorze, presidente da Associação, que entregará um abaixo assinado pela população que pede a destinação efetiva do prédio.

Arroio Peão é um dos locais que preocupam os moradores

O segundo tema é sobre os projetos que o Município tem para os arroios e esgotos da região. Desejam um parecer sobre o desassoreamento do Arroio Sem nome, término do desassoreamento do arroio Kruze e Arroio Peão e a limpeza da rede de esgoto do Bairro Independência, cujo entupimento causa alagamentos nas residências em tempos de chuva.

Um dos pontos críticos é um trecho de aproximadamente 200 metros de arroio nas proximidades da Escola Agrícola, que permanece sem revitalização desde a enchente de junho de 2024. “Esse arroio transborda sempre que chove forte, invadindo casas. Isso já foi documentado e até agora nenhuma ação efetiva foi realizada”, relatou Josué Passos, presidente do Movimento Pró-Dique.

Outra pauta será a criação de uma comissão que deverá ir novamente a Porto Alegre, com agendas na Assembleia Legislativa e na Fepam. O objetivo é buscar respostas sobre demandas consideradas prioritárias, como a construção do Dique da Feitoria e a implantação de um dique na Rua das Camélias.

O grupo quer esclarecimentos sobre o andamento do Estudo de Impacto Ambiental que precisa ser realizado pela Fepam, com base nos projetos elaborados pela Metroplan para a Bacia do Rio dos Sinos — que contempla o Dique da Feitoria. Já a solicitação referente à Rua das Camélias tramita de forma paralela, pois não está incluída no projeto da bacia.

A demora no início das obras é motivo de preocupação. Segundo Josué, o projeto do Dique da Feitoria já foi encaminhado às autoridades e conta com recursos vinculados ao Governo do Estado, com conta aberta na Caixa Econômica Federal. No entanto, ainda não há prazo definido para o começo dos trabalhos.

“O secretário Estadual da Reconstrução, Pedro Maciel Capeluppi, assegurou, em reunião feita no ano passado, de que até 2031 o Dique Feitoria deverá estar concluído. O problema é que não temos uma data de início. Sem isso, dificilmente essa data final será cumprida”, alertou Josué Passos.

De acordo com ele, um dos principais entraves está na atualização dos estudos ambientais, que ainda não consideram os impactos das enchentes de 2024. “Sem a conclusão desses estudos, não é possível atualizar os projetos existentes e iniciar as obras. Precisamos pressionar para que isso avance”, afirmou.

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