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Assemplife discute segurança pública e prevenção a enchentes na Feitoria, em São Leopoldo

Enitdade manifesta preocupação com o destino do prédio antes ocupado pela Brigada Militrar e com a demora nas obras para contenção de cheias

A Associação dos Empresários e Profissionais Liberais da Feitoria (Assemplife) realizou, na tarde desta quarta-feira (22), uma reunião de diretoria para debater temas considerados prioritários para a comunidade da Zona Leste de São Leopoldo. Entre os principais assuntos estiveram a destinação do prédio que abrigou a Brigada Militar até 2025 e as ações de prevenção a enchentes na região da Grande Feitoria. O encontro reuniu representantes de diferentes áreas e bairros, incluindo integrantes do ProDique Imigrante, São Geraldo e região das Camélias.

Futuro de prédio da Brigada Militar segue indefinido

Um dos pontos centrais da pauta foi o futuro do prédio que abrigava a Brigada Militar, que está localizado na Avenida Feitoria, próximo da Avenida Integração. Construído há cerca de 30 anos para fins de segurança pública, o espaço foi utilizado por aproximadamente 15 anos antes de ser desocupado.

Segundo Odinir de Zorze, presidnete da Assemplife, a saída da corporação ocorreu em função de mudanças na estratégia operacional da Brigada Militar. Atualmente, diferentes possibilidades estão sendo avaliadas para o uso do local, incluindo a instalação de serviços voltados à segurança ou à área da saúde.

Uma nova reunião está agendada para o dia 4 de maio, com a participação de representantes da Guarda Civil Municipal, Brigada Militar, Polícia Civil e autoridades municipais, para discutir oficialmente a destinação do imóvel.

O presidente da Assemplife destacou a necessidade de cautela diante das especulações. “Vamos aguardar uma posição oficial do poder público. Não adianta anunciar algo que depois não se concretiza”, afirmou.

Outro ponto levantado foi a limpeza recente do prédio, realizada no último fim de semana. A entidade informou não ter conhecimento sobre a autoria do serviço, questão que deverá ser esclarecida no próximo encontro com o Executivo.

Pró-Dique alerta para atrasos e entraves ambientais

A pauta das enchentes também ganhou destaque, com a participação do presidente do movimento Pró-Dique São Leopoldo, Josué Passos da Silva, que apresentou o cenário atual das obras de proteção contra cheias e demonstrou preocupação com a demora no início dos trabalhos.

Segundo ele, há previsão de investimentos significativos para o Estado. “Falamos hoje pela manhã sobre mais de R$ 6,9 bilhões para a proteção contra cheias no Estado. Aqui em São Leopoldo, é quase R$ 2 bilhões destinados para essa área”, destacou.

Josué explicou que o projeto do Dique Feitoria já foi encaminhado às autoridades e que os recursos estão vinculados ao Governo Estadual, com conta na Caixa Econômica Federal. No entanto, ainda não há prazo definido para o início das obras. “O secretário da Reconstrução assegurou, em reunião feita no ano passado, de que até 2031 o Dique Feitoria deverá estar concluído. O problema é que não temos uma data de início. Sem isso, dificilmente essa data final será cumprida”, alertou.

De acordo com ele, o principal entrave está na atualização dos estudos de impacto ambiental, que ainda não consideram os efeitos das enchentes de 2024. “Sem a conclusão desses estudos, não é possível atualizar os projetos existentes e iniciar as obras. Precisamos pressionar para que isso avance”, afirmou.

Problemas locais agravam situação

Além das obras estruturais, o presidente do Pró-Dique chamou atenção para problemas imediatos na região da Feitoria, como arroios sem manutenção e sistemas de drenagem comprometidos.

Ele destacou a situação de um trecho de cerca de 200 metros de arroio na região da Escola Agrícola, que permanece sem revitalização desde a enchente de junho de 2024. “Esse arroio transborda sempre que chove forte, invadindo casas. Isso já foi documentado e até agora nenhuma ação efetiva foi realizada”, relatou.

Outras áreas também enfrentam dificuldades, como ruas com esgoto entupido e falta de limpeza adequada, o que agrava os alagamentos em períodos de chuva intensa.

Josué ressaltou ainda que, apesar de avanços em bairros como Vicentina e Campina, a Feitoria segue com demandas não atendidas. “A ideia do Pró-Dique sempre foi unir forças. Agora precisamos do apoio dos demais bairros para priorizar a Feitoria”, afirmou.

Por fim, ele lembrou que há um projeto elaborado em 2023, mas que precisa ser atualizado diante da gravidade das enchentes recentes. “O projeto existe, mas está desatualizado. A realidade mudou e ele precisa ser adequado antes da execução”, concluiu.

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