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São Leopoldo assina recursos para início das intervenções para controle de cheias

 

Cidade recebeu autorização do Ministério das Cidades para iniciar a primeira etapa do conjunto de projetos orçado em R$ 200 milhões que irá ampliar o sistema de proteção às cheias no município | Foto: Douglas Dalua

 

Assinatura contemplou diversas cidades do Estado | Foto Marcelo Camará- MCID

Nesta quinta-feira, 7 de maio, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, assinou a autorização para o início das obras de drenagem em São Leopoldo e autorização para contratação de mais quatro projetos de reestruturação dos sistemas de saneamento no Estado.

As assinaturas ocorreram durante evento em Porto Alegre que apresentou o balanço de dois anos das ações do Governo Federal após as enchentes. A ministra-chefe da Casa Civil, Mirian Belchior, conduziu a apresentação.

Os investimentos somam R$ 6,5 bilhões do Fundo de Apoio para a Infraestrutura para a Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (FIRECE), criado em 2024 e gerido pelo Ministério das Cidades.

A obra de São Leopoldo faz parte do primeiro pacote de intervenções e terá recurso em torno de R$ 33 milhões do FIRECE. Será construída a Casa de Bombas nº 07 e redes de galerias auxiliares. Além disso, a primeira etapa do pacote inclui R$ 502 milhões para obras em Porto Alegre e R$ 25,5 milhões para estudos de profundidade (batimetria) na Lagoa dos Patos.

O prefeito Heliomar Franco esteve presente no evento e assinou a autorização da primeira etapa do conjunto de projetos orçado em R$ 200 milhões que vai ampliar o sistema de proteção às cheias em São Leopoldo. Entre as ações, está a canalização da vala de drenagem do dique no bairro Santos Dumont. Esta é a primeira de três etapas que compõem o empreendimento, e está orçada em R$32,8 milhões e com prazo de execução de 14 meses. As próximas fases envolvem a formação de uma bacia de amortecimento e a criação da Casa de Bombas número 7, que ficará na região do pôlder V.  Os recursos, oriundos do fundo federal, totalizam R$ 69,3 milhões. 

PAC Steigleder

A ministra e o prefeito também assinaram a ordem de serviço para o início das obras do PAC Steigleder. A etapa, orçada em R$ 10,3 milhões, libera a construção da galeria e canal de drenagem na região, além da pavimentação das ruas Sarandi, Rua Caneleiras, Rua 12, Rua 13 e Rua 16. O prazo de execução é de 12 meses.

O valor total do empreendimento é de R$138 milhões, recurso obtido via Governo Federal. O projeto irá beneficiar diretamente cerca de 3,5 mil famílias, e inclui também a criação de novas Unidades Básicas de Saúde, praças e escolas, além de unidades habitacionais.

Mais obras e ações

A segunda etapa, autorizada pelo ministro, abrange R$ 5,4 bilhões para obras que beneficiarão moradores de Porto Alegre, Alvorada (Arroio Feijó) e Eldorado do Sul, além de municípios da Bacia do Gravataí e da Bacia do Rio dos Sinos.

“O Ministério das Cidades assumiu importante agenda pública: a da prevenção. A experiência com o Rio Grande do Sul nos capacitou para criar uma nova metodologia de trabalho, mais célere, efetiva e focada em tirar obras do papel”, afirmou o ministro.

“Com R$ 6,5 bilhões do Firece, criado para recuperação e adaptação aos eventos climáticos extremos, estamos executando obras estruturantes que tornarão o Rio Grande do Sul mais preparado para enfrentar situações de emergência e evitar que vidas sejam perdidas”, completou.

A ministra da Casa Civil, Mirian Belchior, ressaltou o trabalho conjunto entre o Governo Federal, o governo estadual e os municípios na reconstrução do estado. “É um passo efetivo para a reconstrução do Rio Grande do Sul”, disse.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou que os projetos estruturantes contemplam não apenas a reconstrução das áreas atingidas pelas enchentes, mas também medidas permanentes de adaptação climática e resiliência urbana. Segundo ele, a atuação conjunta entre os governos permitiu incorporar uma visão de longo prazo às intervenções previstas para o estado.

“As obras são de dimensões gigantescas. Não é à toa que são necessários R$ 6,5 bilhões. O cronograma que temos, embora nos angustie, envolve muita complexidade técnica. Temos que ser realistas diante dessas complexidades. O governo federal entendeu prontamente a necessidade do Rio Grande do Sul. Seremos um case mundial de resiliência”, afirmou.

 

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