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FIERGS projeta crescimento de 2,9% no PIB do Rio Grande do Sul em 2026

Economista-chefe da Federação das Indústrias, Giovani Baggio, anunciou projeção durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira | Foto: Dudu Leal

 

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) projeta uma retomada no crescimento da economia gaúcha em 2026, com alta do Produto Interno Bruto (PIB) estimada  em 2,9%, ante os 1,6% de 2025. No ano passado, o aumento foi de 4,9%.

O Rio Grande do Sul deve encerrar o ano com crescimento de 1,6% no Produto Interno Bruto (PIB). O resultado fica abaixo da projeção para o Brasil, estimada em alta de 2,1%. Esse dado ocorre em meio ao ambiente conturbado nas relações internacionais, marcado pelas taxações dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros – que afetam especialmente os gaúchos –, da dificuldade da indústria de ganhar tração e da retração de 4,7% no PIB da agropecuária, fortemente impactada pela estiagem. A perspectiva da Unidade de Estudos Econômicos foi anunciada pelo economista Giovani Baggio nesta terça-feira, 9 de dezembro de 2025, durante encontro com veículos de comunicação. “Prevemos crescimento de 2% para o PIB industrial em 2025”, ressaltou Baggio.

Na indústria, a perda de dinamismo ficou evidente a partir do segundo trimestre de 2025. Após sinais de reação no fim de 2024, a atividade voltou a enfraquecer, pressionada pelos juros elevados, pelas incertezas fiscais, pelos gargalos logísticos remanescentes das enchentes, por problemas sanitários e, sobretudo, pelos efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Entre agosto e novembro, as exportações industriais gaúchas para o mercado americano recuaram fortemente, resultando em perda de US$ 252 milhões ante o mesmo período de 2024. Mantidas as condições atuais, projeta-se que a Indústria de Transformação do RS exporte cerca de US$ 1,1 bilhão aos EUA em 2026, ante aproximadamente US$ 2 bilhões em um cenário sem tarifas, uma perda estimada de cerca de US$ 900 milhões.

Para 2026, a FIERGS prevê uma retomada mais robusta da economia estadual, com avanço estimado de 2,9% no PIB, superior à expectativa de 1,9% para o Brasil. O desempenho deverá ser impulsionado sobretudo pela agropecuária, que pode registrar forte recuperação e crescer 17,6%. A indústria, por sua vez, deve apresentar expansão modesta, da ordem de 0,8%. O setor de serviços também tende a acompanhar o movimento de crescimento, embora em magnitude menor (1,7%) que a agropecuária.

“As expectativas para o próximo ano são de uma boa safra. O Rio Grande do Sul deve crescer mais do que o Brasil, impulsionado pelo agronegócio. Já a indústria deve apresentar crescimento menor devido aos juros elevados e às tarifas americanas, que nos impactam significativamente”, afirmou Baggio.

CENÁRIO INTERNACIONAL
A economia global deve encerrar o ano com expansão de 3,2%, seguida por uma projeção de 3,1% para 2026. Os Estados Unidos devem crescer 2% em 2025 e 2,1% no ano seguinte.

“O cenário internacional ganhou uma importância enorme nas análises de economistas e empresas neste ano. Vivemos um contexto de forte tensão, marcado por guerras e conflitos no Oriente Médio. Por outro lado, também surgem oportunidades para o próximo ano, como o acordo Mercosul–União Europeia, a abertura de novos mercados na Ásia e a possível estabilização da Argentina. Além disso, contamos com um agronegócio robusto, impulsionado por uma boa safra no Brasil”, ponderou o economista-chefe.

 

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