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Prefeitura e Governo do Estado assinam início das obras da Casa do Imigrante

 

Contrato, que prevê investimento de mais de R$ 6 milhões, foi assinado pelo governador Eduardo Leite e pelo prefeito Heliomar Franco | Foto. Elizabeth Renz

 

O prefeito Heliomar Franco e o governador do Estado, Eduardo Leite, assinaram, nesta segunda-feira (16), a ordem de início das obras de restauração da Casa do Imigrante. e a construção de uma Parque Histórico.  O ato ocorreu no Teatro Municipal e tornou São Leopoldo a primeira cidade a entrar na etapa executiva do projeto Iconicidades. No evento, também foi assinado o termo de doação do Parque do Trabalhador para o município.

Governador Edurardo Leite | Foto: Elizabeth Renz

O início das obras da Casa do Imigrante ocorre cinco anos após o desabamento  de uma parte e marca uma nova fase para um dos principais patrimônios históricos de São Leopoldo. O governador destacou o impacto cultural e histórico do projeto, que prevê não apenas o restauro, mas também a criação de um espaço com áreas de convivência, visitação e pesquisa. “São Leopoldo sai na frente na execução, sendo o primeiro dos cinco municípios selecionados pelo Iconicidades. Veremos a transformação desse prédio com as obras que o município irá executar a partir do projeto patrocinado pelo Estado. Vamos transformar esse local em um símbolo da cidade e do Rio Grande do Sul. Não tenho dúvidas do impacto positivo que o conjunto dessas ações terá para a população de São Leopoldo”, declarou Eduardo Leite.
“É mais do que uma obra, é o começo da reconstrução da nossa história, que tem um potencial para ser um grande complexo turístico, econômico e de desenvolvimento da região. Tiramos esse projeto do papel e iremos reconstruir a nossa história que tanto nos orgulha”, disse o prefeito Heliomar Franco.

Prefeito Heliomar Franco | Foto: Elizabeth Renz

A secretária de Estado de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans, apresentou o projeto Iconicidades e seu objetivo de revitalizar prédios e áreas simbólicas de cidades gaúchas, transformando esses espaços e dando novos usos que estimulem negócios, convivência e desenvolvimento local.

Ingrid Marxen, diretora do Museu e governador Eduardo Leite, que recebeu um exemplar da revista da instituição | Foto: Elizabeth Renz

Ingrid Marxen, diretora da Relações Institucionais do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, que administra a Casa do Imigrante, aplaudiu a assinatura do contrato, destacando a importância do local para a comunidade. Ela lembra que o acervo de peças e objetos da Casa, que foi retirado para evitar danos, irá retornar em breve ao seu local de origem. “Hoje, está tudo guardado no Museu e em outro endereço. Estamos ansiosos para devolver ao seu destino”.

O que prevê o projeto de restauro

O projeto da Casa do Imigrante prevê o restauro do prédio histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) que está em ruínas e a construção de um anexo que comporá o complexo cultural com área edificada prevista de 883,57 metros quadrados. O local terá áreas de exposições, já o anexo terá espaço para exposição, sala de restauro e acervo, área de lazer, sala de restauro, administrativo, sanitários, entre outros.

O Complexo terá ainda tratamento paisagístico, área para as crianças e estacionamento.
A obra está orçada em R$ 6,5 milhões e será realizada pela Construtora Toro, empresa especializada em restauro e cadastrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). O prazo de execução é de um ano. O trabalho será realizado por duas equipes, uma que trabalhará no restauro da casa e a outra fará as obras do anexo.

Em 2021, o projeto capilé foi selecionado para participar do projeto Iconicidades, realizado pelo Governo do Estado que premiou três projetos executivos para o local, sendo o primeiro colocado responsável por apresentá-lo ao município. O concurso para escolha do projeto foi realizado em 2022, em janeiro de 2023 foi contratada a empresa da vencedora para desenvolver o projeto executivo e desde então o projeto está parado. Em outubro de 2025, a atual gestão repactuou os prazos com o governo do Estado e deu início ao trabalho de atualização do projeto. A equipe técnica comparou o projeto original com a situação da casa e houve a necessidade de refazer o projeto devido à defasagem do tempo e custos elevados. Então foi contratada empresa especializada em restauro e credenciada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) para fazer a atualização do projeto e do orçamento.

O trabalho foi finalizado em meados de janeiro de 2026. O projeto foi avaliado e aprovado pelo Iphae. A realização do projeto e da obra envolve a Secretaria Geral de Governo, o Gabinete do Prefeito, a Secretaria de Cultura e Turismo e a Secretaria de Compras e Licitações. A execução dos trabalhos será fiscalizada pelo Departamento de Projetos da SGG e a gestão do contrato é de responsabilidade da Secult.

Sobre a história da Casa do Imigrante

Como está hoje o local e como ficará após a restauração 

A Real Feitoria do Linho-Cânhamo, inicialmente estabelecida em Canguçu (Pelotas), foi transferida para a margem esquerda do Rio dos Sinos em 1788. Sua localização veio dar nome ao lugar: Feitoria Velha. A edificação, pertencente ao Governo Imperial, foi construída para abrigar os escravos que ali trabalhavam na produção de cordas. Desativada em 31 de março de 1824, no mesmo ano passa a ser utilizada como abrigo das primeiras famílias de imigrantes alemães que chegavam ao Estado, até que suas terras fossem demarcadas. Em 1941, a Feitoria foi comprada e recuperada pela prefeitura, que nela instalou a escola primária estadual Dr. João Daniel Hillebrandt. As características luso-brasileiras do prédio foram então alteradas, sendo acrescentados elementos da arquitetura germânica, como o enxaimel. A escola se localizou ali até 1976, ano em que foi repassada ao Museu Visconde de São Leopoldo, que fez nova reforma na casa, acrescentando salas temáticas e parte de seu acervo à edificação.

A Portaria Nº 016/86, reconhecendo o interesse público e o tombamento da Casa, foi publicada no Diário Oficial do Estado em 26 de novembro de 1986.

 

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