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Ecossistema de Inovação de São Leopoldo une esforços para contribuir na (re)estruturação da cidade

Grupo irá atuar em  um conjunto de projetos estruturantes, com o apoio do Tecnosinos para a sua gestão

 

Contribuir, por meio de projetos e ações, para impulsionar a (re)estruturação de São Leopoldo, unindo o conhecimento e a experiência de indivíduos, empresas e instituições. Este foi o principal objetivo da reunião realizada no Tecnosinos na última quinta-feira (16), entre líderes empresariais que compõem o Ecossistema de Inovação de São Leopoldo.

O gestor executivo do Tecnosinos e de Inovação e Tecnologia da Unisinos, Silvio Bitencourt da Silva, destacou a importância de integrar as competências dos diversos participantes do Ecossistema, com o objetivo de concretizar a reconstrução por meio de projetos estratégicos assertivos e ágeis. “A ideia é apoiar e desenvolver ações que promovam a restruturação em novos moldes, por isso de se adotar a grafia (re)estruturação”, explica.

Segundo Bitencourt, em meio ao enfrentamento das mudanças climáticas e diante do atual cenário que aflige o estado do Rio Grande do Sul e, em particular, o município de São Leopoldo, têm surgido numerosas discussões sobre a necessidade de uma (re)construção contínua. Para ele, isso será possível com a adoção de estratégias adaptativas, proativas e reativas para lidar com ameaças, riscos, eventos adversos e desafios disruptivos. “Existe o entendimento de que a prevenção de futuras crises depende de uma estratégia alinhada e responsável, que busque a otimização de recursos e a mobilização de pessoas em torno de nosso objetivo comum, por meio de um modelo de governança e gestão”, pontua.

O presidente da ACIST-SL, Daniel Klafke, complementa que é vital o suporte às empresas e aos colaboradores, pois a geração de recursos por meio de impostos é essencial para o município.

Na reunião, também esteve presente o professor da Escola de Direito da Unisinos e advogado especializado em desastres climáticos, Délton Winter de Carvalho, que compartilhou com o grupo sua experiência relacionada ao Furacão Katrina, que assolou a cidade de Nova Orleans em agosto de 2005. O especialista ofereceu informações sobre como aquela região conseguiu se recuperar dos impactos devastadores e as lições aprendidas ao longo desse processo. “No Brasil, temos a Política Nacional de Proteção de Defesa Civil (Lei 12.608/12) que estabelece que o Governo Federal tenha um cadastro de municípios críticos e preste apoio no mapeamento de cidades com riscos catastróficos. Apenas 13% dos municípios gaúchos têm o Mapa de Risco. Se não temos mapa, como vamos proteger as pessoas?”, questiona.

O professor Marcos Lélis, coordenador do Grupo de Pesquisa Competitividade e Economia Internacional da Unisinos, compartilha sua visão sobre como a Universidade pode contribuir para a construção de estratégias durante este período de (re)estruturação. “Estou focado na área de inteligência de dados, fornecendo informações sobre o impacto econômico, quantificando o alcance desses efeitos. Algumas dessas informações são produzidas internamente, enquanto outras são obtidas de outros órgãos. Estabelecemos uma parceria com a Secretaria da Fazenda do RS para desenvolver uma estrutura que permita monitorar o impacto econômico cidade por cidade. Meu grupo de pesquisa vai analisar esses efeitos em São Leopoldo e modular os dados conforme necessário”, detalha.

O encontro contou ainda com a participação de representantes da ACIST-SL, Sebrae, Sicredi, Sinduscon, bem como das empresas HCL, HT MICRON, Oliva Construções, SAP, SKA, Stihl, Taurus e Vila Rica. Ao grupo, deverão somar-se outras empresas e entidades representativas em breve.

Projetos estruturantes

A Governança faz parte da ativação do Ecossistema de Inovação (E.I.) de São Leopoldo, e trabalhará em torno da ideação de um conjunto de projetos estruturantes, com o apoio do Tecnosinos para a sua gestão.

As ideias de projetos serão refinadas e sua execução planejada em encontros regulares com a Governança. Cada projeto contará com articuladores e demais responsáveis pelo suporte que garantam a tração das ações.

Projeto 1: Recursos para empresas

Prospecção e captação de recursos para crédito, financiamento e investimento

Projeto 2: Ciência e Dados

Estruturação do “Comitê Científico para Mudanças Climáticas”

Projeto 3: Segurança Jurídica

Buscar maior previsibilidade e coerência na aplicação das leis sobre os ambientes de negócios, garantindo aos investidores e empresas um cenário mais previsível, razoável e estável para maior segurança entre as relações de negócios.

Projeto 4: Inovação no setor público

Promover formas inovadoras de gestão e organização da saúde, segurança e infraestrutura, promovendo mais benefícios à sociedade.

Projeto 5: Empresas & Negócios

Promover o empreendedorismo e o desenvolvimento de pequenos negócios.

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