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Entidades repudiam declarações do ministro da Fazenda sobre a profissão contábil

 

Juliano Pedroso Moraes, do Sindicontábil VS, e ACI NH manifestam que posicionamento não reflete o árduo trabalho da classe contábil

O Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade do Vale do Sinos (Sindicontábil Vale do Sinos) manifestou publicamente repúdio às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que, em entrevista recente, afirmou que empresas brasileiras contam com mais contadores do que engenheiros. O ministro também sugeriu que, com a implementação da Reforma Tributária a partir de 2027 e o avanço da digitalização dos processos fiscais, haveria uma desoneração de encargos e serviços contábeis, deixando implícita a possibilidade de redução da necessidade desses profissionais nas organizações.

Para o Sindicontábil VS, a declaração demonstra desconhecimento sobre a complexidade do sistema tributário brasileiro e sobre o papel técnico, estratégico e indispensável exercido pelos profissionais da contabilidade. Segundo a entidade, a Reforma Tributária não reduzirá a importância da atuação contábil; ao contrário, exigirá ainda mais qualificação técnica, segurança jurídica, planejamento especializado, interpretação normativa, gestão de riscos e visão estratégica por parte dos contadores.

O sindicato ressalta que a digitalização dos sistemas fiscais não substitui a análise humana, o julgamento técnico e a responsabilidade legal inerentes à profissão. “A contabilidade é um pilar da governança corporativa, da transparência, da arrecadação responsável e do desenvolvimento econômico”, destaca a entidade, reforçando que o contador não representa um custo para as empresas, mas sim proteção patrimonial, inteligência estratégica e suporte essencial à tomada de decisões.

Ao final do posicionamento, o Sindicontábil Vale do Sinos reafirma seu compromisso com a valorização da classe contábil e com a defesa da relevância desses profissionais para o fortalecimento da economia nacional. “Valorizar o contador é fortalecer o Brasil”, afirma o presidente da entidade, Juliano Pedroso de Moraes.

Já a ACI-NH/CB/EV/DI/IV veioa público manifestar seu veemente repúdio às recentes declarações proferidas pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a respeito da classe contábil brasileira.

As falas divulgadas, ao generalizar e desconsiderar o papel técnico, ético e estratégico dos profissionais da contabilidade, acabam por desvalorizar uma categoria essencial ao funcionamento do ambiente econômico e institucional do país. Tal posicionamento não reflete a realidade vivida diariamente por milhares de profissionais que atuam com rigor normativo, responsabilidade fiscal e compromisso com a transparência.

É necessário destacar que:

– Os contadores são agentes fundamentais da legalidade tributária, garantindo que empresas cumpram suas obrigações fiscais de forma correta, evitando riscos, litígios e insegurança jurídica.

– São profissionais que orientam empreendedores, sustentam a governança corporativa e contribuem diretamente para a saúde financeira das organizações, especialmente das micro e pequenas empresas, que representam a base da economia nacional.

– A atuação contábil é também um instrumento de cidadania e controle social, assegurando conformidade, rastreabilidade e responsabilidade na gestão de recursos públicos e privados.

– Em um sistema tributário complexo como o brasileiro, o contador é parte da solução — e não do problema —, sendo indispensável para a implementação de qualquer política econômica séria e eficaz.

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