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Futuro do RS passa por atitudes com foco no presente

 

No Prato Principal da ACI NH, governador Eduardo Leite projeta futuro promissor para o RS. Logo após o evento, assinou projeto de expansão da In Betta (leia aqui)

Em 2024, o governo do Rio Grande do Sul destinou R$ 6,4 bilhões em investimentos (10,7% da receita corrente líquida – RCL), índice recorde nos últimos 25 anos. Já na inovação, o orçamento da área saltou para R$ 760 milhões entre 2021 e 2025, colocando o RS em 1º lugar no país em inovação e patentes, segundo o ranking do CLP. Esses foram alguns dos muitos dados positivos apresentados pelo governador Eduardo Leite, palestrante do Prato Principal da ACI NH realizado nesta sexta-feira, dia 29, no Centro de Eventos do Swan Novo Hamburgo.

 

Intitulada “Rio Grande do Sul do Futuro: Transformação, Reconstrução e Desenvolvimento”, a apresentação apontou perspectivas promissoras para o Estado. “Fizemos reformas necessárias, com diálogo e respeito, que trouxeram equilíbrio às contas do governo. Ainda há muito a ser feito, mas estamos no caminho e não devemos retroceder”, enfatizou.

 

Vale do Sinos

Durante a apresentação, Leite destacou os investimentos realizados na região do Vale do Sinos. Somente pelo COREDE Vale do Rio dos Sinos, foram destinados R$ 25,7 milhões a 15 convênios em 11 municípios, incluindo R$ 4 milhões em Novo Hamburgo, aplicados em obras de revitalização de ruas como Bento Gonçalves, Simões Lopes e na Vila Palmeira. Na saúde, o Hospital Municipal de Novo Hamburgo recebeu R$ 15,7 milhões, sendo R$ 10,6 milhões para a conclusão do Anexo II, R$ 2,5 milhões para a ampliação do Centro de Parto Normal e o restante em reformas de alas de internação.

Na educação, o Vale do Sinos concentra 22 escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, com 1.481 matrículas, e recebeu R$ 54 milhões em obras escolares, dos quais R$ 8 milhões apenas em Novo Hamburgo. Entre os destaques estão o Colégio Wolfram Metzler (R$ 1,5 milhão), a Escola Madre Benicia (R$ 1,97 milhão) e a EEEF Santo Afonso (R$ 2,16 milhões). Além disso, a região foi contemplada com 35 novas viaturas para o Corpo de Bombeiros Militar e investimentos em infraestrutura viária na ERS-118, eixo estratégico para a mobilidade.

 

Parcerias – Nas parcerias com o setor privado, já estão confirmados R$ 46 bilhões em investimentos em privatizações e concessões, além de R$ 26 bilhões em projetos estimados, colocando o RS entre os três primeiros estados do país em número de concessões. Em relação à infraestrutura, foram destinados R$ 4,5 bilhões a rodovias entre 2019 e 2025, com destaque para a duplicação da ERS-118 (R$ 274,9 milhões) e outras obras estratégicas.

Na saúde, o programa Avançar garantiu R$ 1,16 bilhão em investimentos, além de R$ 1 bilhão adicional previsto para 2025 e 2026, assegurando modernização hospitalar e aquisição de novos equipamentos. Na segurança, o RS reduziu em 48% os crimes violentos letais intencionais desde 2017, alcançando em 2024 o ano mais seguro da história do Estado e consolidando-se como o 3º mais seguro do Brasil. Na educação, o Estado expandiu o Ensino Médio em Tempo Integral de 1%, em 2022, para 27%, em 2025. A projeção é a de que esse índice atinja 50% no ano que vem.

Por fim, o Plano Rio Grande, estruturado após a enchente de 2024, prevê mais de R$ 9 bilhões em investimentos em logística, transporte, habitação, segurança e recuperação ambiental, garantindo resiliência e desenvolvimento sustentável para os próximos anos. “Não resolve nada apontar e culpar esse ou aquele pelos problemas. Temos que avançar e fazer o que é necessário, sem retrocessos e pensando no futuro”, concluiu.

ACI em ação

Na abertura do Prato Principal, o presidente Robinson Klein (FOTO) destacou diversas ações relevantes que a entidade vem desenvolvendo em prol de seus associados, em especial às que vem tratando do tarifaço de 50% aplicado pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros. No dia 7, uma comitiva da ACI foi recebida pelo cônsul-geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, Jason Green. Na ocasião, foram apresentados estudos e levantamentos sobre o impacto negativo da medida para empresas da região e criado um canal importante de comunicação.

Já nesta quinta-feira (28), a ACI encaminhou uma correspondência ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, manifestando preocupação com a taxação e solicitando medidas urgentes para mitigar os impactos da decisão. A entidade também reivindicou uma agenda com Alckmin ou sua equipe técnica, a fim de discutir soluções conjuntas que possam resguardar e fortalecer o setor produtivo nacional. “Solicitamos uma agenda com o vice-presidente para levarmos as demandas do empresariado da região e buscarmos as melhores soluções possíveis”, detalhou.

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Fotos: Fábio Winter

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