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Cobertura vacinal e segurança no trabalho são estratégicas para a Saúde de São Leopoldo

Nesta sexta-feira, 22, a ACIST São Leopoldo apresentou a 21ª edição do Boletim Socioeconômico Trimestral, cujo bloco temático foi a Saúde Pública de São Leopoldo. A inovação da publicação foi a inclusão do capítulo sobre a Saúde e Segurança do Trabalhador, que revelou os segmentos e as áreas de atividades que mais geram acidentes. Segundo Rita Geremia Pavoni, vice-presidente de Serviços da Associação, as informações são essenciais para a elaboração de estratégias para a prevenção. “Sob o ponto de vista da sociedade, é vital pensar nas pessoas, e da economia, no quanto se investe nas consequências e não nas causas, o que torna um desafio para o setor empresarial”, assinalou.

 

Os dados foram apresentados pelo economista Marcos Lélis, coordenador do Núcleo de Excelência Competitividade e Economia Internacional da Unisinos, sendo que são comparados com os municípios de Canoas, Novo Hamburgo e Gravataí, devido às semelhanças demográficas e econômicas.

 

A avaliação dos indicadores deste Boletim foi coordenada por Leila Klin, diretora de Saúde da ACIST-SL, com a participação de Andrea Nunes, titular da Secretaria Municipal de Saúde e de Izabel Oliveira, presidente do Conselho Municipal de Saúde.

 

A pesquisa revelou que em 2022 foram notificados 1.144 acidentes de acidentes de trabalho em São Leopoldo.  De 2019 a 2022, houve um aumento de 9% ao ano. “Dentre os municípios analisados, São Leopoldo foi o único que apresentou crescimento das notificações no período”, assinalou Lélis. Devido a estes números, São Leopoldo ocupa o 6º lugar no ranking estadual de notificações.

 

 

Em 2022, os setores econômicos que mais geraram notificações foram os hipermercados e supermercados, com 102 casos, fabricação de máquinas-ferramentas, com 67, fabricação de ferramentas, com 58 notificações. Fabricação de equipamento bélico pesado, armas e munições, registraram 46 casos e fabricação de artefatos de material plástico ficou em 5º lugar, com 36 acidentes registrados.

 

 

Avaliando o tipo de lesões de acidentes de trabalho sobre o total dos setores econômicos com mais notificações em 2022, as contusões e esmagamentos foram as principais ocorrências tanto para o setor de hipermercado e supermercado, com 35% das notificações como para fabricação de ferramentas, com 32,8%.

 

Alimentador de linha de produção, com 80 notificações; operador de máquinas fixas, com 29; atendente de lojas e mercado, com 27; técnico de enfermagem, com 25; e motorista de caminhão, com 23, foram as cinco ocupações que registraram maior notificações de acidentes de trabalho. “Por isto a prevenção é tão importante, assim como eventos focados para o tema”, destaca Leila Klin.

 

Estes episódios podem gerar a obrigatoriedade do afastamento do trabalho, impactando na concessão de auxílio-doença acidentário. Em 2022, foram concedidos 212 auxílios por motivo de acidentes e 94 por doença.

 

Já o auxílio-doença previdenciário (ocorre quando o afastamento não tem relação direta com o ambiente de trabalho, como acidentes em dia de folga ou doenças não ocupacionais) foi concedido para 677 trabalhadores acidentados e 2.308 por doenças.

 

Vacinação – Retomar a cobertura vacinal atingida no ano de 2019 é um dos desafios da Saúde Pública de São Leopoldo. Considerada um problema nacional, a baixa adesão preocupa porque tem feito retornar doenças já extintas no Brasil, como sarampo e poliomielite. Segundo a secretária Andrea Nunes, o município irá lançar um programa para estimular o Certificado de Vacinação para ajudar pais e  escolas a acompanharem a vacinação das crianças.

 

O levantamento do Boletim mostrou que em relação a 2019, todos os índices de cobertura vacinal analisados reduziram no último ano em São Leopoldo. Em 2022, apenas cobertura vacinal da Tríplice Viral foi a maior entre as analisadas, chegando a 76,71%. Poliomielite ficou em 68% e Meningocócica C em 72,60%.

 

Além da várias iniciativas que a municipalidade vem realizando, como a vacinação nos bairros e escolas, Andrea também sugere que as empresas estimulem seus trabalhadores e colocar em dia a sua carteira de vacinação, bem como criar evento para que tragam seus filhos para o programa. Izabel Oliveira lembrou a importância dos trabalhadores nas ações de prevenção, pedindo inclusive maior participação da categoria no Conselho Municipal de Saúde.

 

Atenção Básica – Vários indicadores mostrados pelo Boletim reforçam a necessidade de maior atuação em áreas como o cuidado a gestantes e à mortalidade infantil. A média nacional de nascidos vivos cujas mães fizeram sete ou mais consultas pré-natal variou de 71% em 2017 para 75% em 2022, significando uma melhora na taxa. O mesmo movimento foi percebido na taxa de cobertura do Estado do Rio Grande do Sul, que cresceu 2 pontos percentuais, alcançando a taxa de 81% em 2022.

 

Em relação aos municípios observados, Novo Hamburgo apresentou a melhor taxa de cobertura de nascidos vivos cujas mães fizeram sete ou mais consultas pré-natal em todos os anos observados (2018 a 2022). Em 2022, sua taxa de cobertura foi de 83%.

 

São Leopoldo registrou aumento na cobertura da taxa frente o ano de 2018, alcançando 71% dos nascidos vivos cujas mães fizeram sete ou mais consultas pré-natal em 2022. Porém, esta taxa é a menor dentre os municípios mencionados, e também inferior à taxa média verificada no Estado do Rio Grande do Sul e no Brasil.

 

Os dados contidos neste Boletim reforçam que há um longo caminho para a melhoria da Saúde Pública no município, a exemplo da urgente ampliação no número de médicos para atender a população. Enquanto o Ministério da Saúde indica que o ideal seria de 2,5 médicos por mil habitantes, São  Leopoldo ainda possui o pior índice entre os municípios pesquisados, com 1,55 médico por mil habitantes em 2022.

 

Em relação aos leitos SUS da região, São Leopoldo registra que dos 245 leitos de internação e leitos complementares do município, 205 são SUS, isto é, com 83,7% do total em 2022. Já nos demais municípios analisados, o percentual é bem menor, uma vez que atuam com leitos do sistema privado.

 

Para as integrantes do painel de avaliação do Boletim, a participação tanto do poder público como da iniciativa privada contribuir para a melhoria da Saúde no município.  A ACIST-SL passa a promover eventos ligados ao setor de Saúde para discutir como pode ser feita esta integração.

 

Patrocínio – A realização do Boletim Socioeconômico Trimestral da ACIST-SL conta com o patrocínio da Sicredi Pioneira e Frontec e apoio do Sebrae.

 

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