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Se o futuro dos parques tecnológicos é mesmo conseguir transbordar para as cidades, criando um ambiente de inovação que integre universidades, empresas, áreas residenciais e pessoas, o Tecnosinos poderá dar um passo importante em breve. A prefeitura municipal de São Leopoldo, onde está instalado o empreendimento, fez um pedido ao governo do Estado para a cedência de cerca de 40 hectares do horto florestal. Se for aceito, a área passará para o domínio do município, que então, dentro do plano diretor, a destinaria para ser usada para projetos relacionados a tecnologia, mais especificamente para a expansão do Tecnosinos. Esta área foi repassada ao Estado após a extinção da rede ferroviária federal e está sob a gestão da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

Do total de 800 hectares, uma parte é mata nativa e deverá ser preservada; a outra foi invadida há tempos por moradores, que já ganharam usucapião; e uma terceira parte, que não é de preservação, é a que seria destinada à expansão do Tecnosinos. “O governo é favorável a esta destinação para o Tecnosinos, mas existe uma caminhada até que isso seja possível”, comenta a secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), Ana Pellini. Uma das primeiras ações foi o desmembramento dos 800 hectares em três matrículas. “Já entregamos o nosso levantamento ao cartório. Depois que tivermos as matrículas separadas, poderemos começar as negociações com o município para a doação e contrapartidas”, explica. Se o projeto puder ser realizado, a expectativa é a de criar uma conexão direta com o local onde hoje está instalado o parque. O portão 5, do campus da Unisinos, é o que fica mais próximo deste espaço.

O diretor executivo do Tecnosinos, Luís Felipe Maldaner, diz que a meta é fazer um projeto com foco na sustentabilidade “É a ideia de cidades inteligentes, em que a universidade e o parque estariam integrados de forma amigável com a população, de forma a termos residências e aéreas de convivência social e tecnológica”, projeta. Iniciativas como estas podem ser encontradas em alguns dos ambientes de inovação mais bem-sucedidos do mundo, como no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. O Tecnosinos tem um modelo de governança em tríplice hélice, que envolve a Unisinos (representando a academia), a Associação Comercial, Industrial e de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo, a Associação do Polo de Informática (empresas), e a prefeitura municipal de São Leopoldo (poder público). São 94 empresas nacionais e internacionais, entre startups e operações consolidadas, gerando 4,5 mil empregos diretos. O faturamento das operações estabelecidas no parque é superior a R$ 2,5 bilhões, e já são 120 registros de propriedade intelectual. Entre as companhias ali instaladas estão a SAP e a HT Micron.

O parque foi eleito por duas vezes o Melhor Parque Tecnológico do Brasil, em 2010 e 2014, pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Na semana passada, foi concluído o processo de seleção de 11 startups, que ficarão incubadas na Unidade de Inovação e Tecnologia (Unitec). Além disso, Maldaner destaca que, a partir de março, está disponível o Partec Green, prédio totalmente sustentável com capacidade para 99 salas. Esse será um dos poucos empreendimentos no Rio Grande do Sul com a certificação LEED Platinum, mais alto grau de certificação de sustentabilidade, concedido pela Green Building Council. “Vai ser um diferencial para fazermos a capação de empresas de grande porte internacionais”, acredita o gestor.

Fonte: JC

Foto: Aurora Imagens/Divulgação

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