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Empreendedoras debatem as mudanças para o futuro

Encerrando 2020 com chave de ouro. Assim pode ser avaliado o desempenho do Núcleo de Mulheres Empreendedoras da ACIST-SL, que nessa quarta-feira (25), promoveu a última atividade proposta no Planejamento Estratégico, que foi elaborado muito antes da pandemia. “Nós nos desafiamos frente a esta nova realidade, que impôs o distanciamento social que impediu ações presenciais. Usando criatividade e muita integração, mudamos o formato, mas não o conteúdo”, pontuou Aidê Sturmer, vice-presidente de Serviços e presidente do Conselho de Núcleos durante o evento on-line Empreendedoras em Movimento Exposição & Conhecimento: Tempos de Mudança: O Futuro e a Comunicação nos Novos Tempos.

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Maria Inês Führ, nucleada que coordenou o grupo organizador do evento, acrescentou que trazer para o dia a dia das empresas um olhar para o futuro é essencial para definir os próximos movimentos, porque tudo o que foi programado antes da pandemia, foi alterado. Por esta razão, as palestrantes foram convidadas a abordar como avaliam o comportamento de pessoas e empresas a partir de agora.

 

Para Jaqueline Weigel, futurista profissional e CEO da W Futurismo, o ano de 2020 foi desafiador e trouxe duas lições: a de que o futuro é plural, inclusivo e humano. Desprovido de preconceito, ele não será tecnológico. Será feito por humanos, para humanos. E a segunda é ver o tamanho do desafio e que somos absolutamente capazes de agir com sabedoria. O empreendedor precisará focar o seu negócio para atender as necessidades da sociedade e terá que alongar o seu olhar sobre o mundo digital, trabalhando de forma mais inteligente e conectada. “Aconselho que todos os empreendedoras aprendam o idioma, ou o glossário, digital. “Por não dominar o idioma do novo mundo de negócios, há muita ansiedade e muitos ficarão pelo caminho”. Ela conclui que os empresários não devem encarar a inovação como futuro, mas como questão de sobrevivência. “A disrupção é uma consequência de uma inteligência antecipada dos negócios”.

Jacqueline Weigel, CEO da W Futurismo

Dentre os conselhos que ela aponta para os empreendedores estão a mudança do pensamento, a alfabetização sobre o mundo digital, entender o que vem no longo prazo para fazer o curto prazo e ter a ambição não somente de gerar lucro. “Negócios e problemas sociais não andam mais separados”, ressalta.

A idealizadora e diretora da Adequá Comunicação Estratégica, Jacqueline Lima, aponta o quanto a comunicação e suas diversas ferramentas têm sido essencial neste momento de pandemia, acrescentando que, nas empresas, ela é ainda mais essencial para apoiar gestores e equipes. “A dificuldade não está na comunicação e sim na construção e desenvolvimento da base de relacionamentos”, pontua. E para isto é que se usam diversas ferramentas, dentre elas as soft skills, como o autoconhecimento, conhecer o outro, alinhamento das expectativas, dentre outras. Ela cita como exemplo o caso de um cliente, que passou a ter uma integração efetiva e direta com os funcionários após ouvir, nas reuniões on-line, as preocupações e necessidades da equipe e também falar sobre as suas e da busca coletiva por soluções. “Todos temos dificuldades e como as comunicamos faz toda a diferença. Comunicação não é ferramenta, não é um meio. É um todo que sustenta a tudo e a todos.

Jacqueline Lima, CEO da Adequá Comunicação Estratégica

Segundo ela, não se fala mais em comunicação de marca e sim de atitude. Assumir a identidade da empresa é fundamental, bem como assumir posicionamentos diante de algo tenebroso que acontece na sociedade. “O que vale agora é a essência e usar os recursos disponíveis para tornar a comunicação fluida e orgânica e não hierárquica. Precisamos ter clareza no propósito, simplicidade e sermos genuínos”.
Susan Rocha, diretora de Núcleos do Conselho da Mulher Empreendedora da Federasul, apontou que a comunicação foi uma das grandes preocupações do Conselho, que estimulou encontro on-line periodicamente. E no relato sobre os efeitos da pandemia, promoveu reuniões com diversos núcleos, conhecendo a realidade de várias empreendedoras e estimulando ações para seu desenvolvimento. A comunicação gerou integração, mesmo distanciada, para que seu negócio não parasse. E várias registraram sucesso e superação. “A comunicação, realmente, foi primordial para que isto acontecesse. Não somente a interna, mas também a externa. Muitas tiveram crescimento, sucesso e superação”.

 

Valeska Astolfi, coordenadora do Núcleo de Mulheres Empreendedoras encerrou o evento salientando a importância do evento, pois abriu os olhos para o próximo ano e destacou a força e a resiliência das mulheres para as empresas.  “Todas inovaram e cresceram muito como empresárias e pessoas”.
O evento contou com o patrocínio das empresas W Futurismo, EGP Energy, Sicredi Pioneira e Farmácia São Rafael.

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