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Simone Leite pede mais previsibilidade aos órgãos públicos

Presidente da Federasul destacou a importância do bom senso e responsabilidade nos anúncios dos decretos

“O empresário não é bandido. Ele está cumprindo com todos os protocolos estabelecidos e não pode ser o único responsável pelos efeitos da pandemia”. Esta foi uma das considerações que a presidente da Federasul, Simone Leite, apresentou para os empresários nesta quinta-feira, 02, durante o Momento do Empreendedor realizado pela ACIST-SL pela sua página do Facebook. Segundo ela, o contínuo “abre e fecha” que os decretos estaduais e municipais estabelecem causa enorme impacto sobre as empresas, quando a maior fonte de combate ao aumento do número de contaminados deveria ser junto às aglomerações e aos bairros mais afetados. “A fiscalização precisa ocorrer também junto à população. Os ônus dos protocolos estão ficando apenas com a iniciativa privada”.

 

Uma das maiores preocupações da dirigente, além do fechamento de centenas de empresas e do aumento do desemprego, é com a sobrecarga que os serviços públicos, como o ensino e a saúde, terão à medida que aumentam as demissões. “Sem condições de pagar escolas particulares e convênios médicos, as famílias terão que optar pela ajuda do Estado, que já está no seu limite”, ressalta. No Rio Grande do Sul, já há mais de 100 mil desempregados, cujos salários desemprego findam em setembro. “As empresas não terão como recontratar esta mão de obra. E o que será destas pessoas?”, questiona. Simone Leite declara que não é a pandemia que está fechando empresas e sim decisões equivocadas dos gestores públicos.

 

O presidente da ACIST-SL, Siegfried Koelln, apontou as diferenças de bandeiras e de contágio entre as regiões do Rio Grande do Sul. Para Simone Leite, a resposta está no diálogo construído entre o poder público e as lideranças destes locais, que buscaram soluções conjuntas utilizando o bom senso e muita responsabilidade. Para ela, a saúde e a economia têm a mesma importância e precisam ser trabalhadas em paralelo e em tempos iguais. “Todos somos favoráveis ao isolamento social, às regras de higienização e de segurança. Mas isto não significa impedir o funcionamento das empresas e sim conscientizar as pessoas a evitar aglomerações”.

 

Carga tributária – Uma das bandeiras que a Federasul mais atua é a revisão do sistema tributário do Estado. “O Rio Grande do Sul está muito lento na retomada dos investimentos porque ainda fez o enfrentamento das mudanças tributárias. Para ela, não é admissível que empresas como o Mercado Livre desistam de atuar aqui porque não se pode dar concessões. “O que importa é a quantidade de empregos e, em consequência, no poder aquisitivo e geração de renda que ela vai gerar”. Ainda hoje, 2, ela terá uma reunião com o governador do Estado, Eduardo Leite, para buscar soluções conjuntas.

 

Simone Leite finalizou apontando que a riqueza vem do trabalho. E que ele não virá das discussões das redes socais e sim no arregaçar das mangas em busca de soluções conjuntas.

 

O Momento do Empreendedor é um evento da ACIST-SL realizado mensalmente. Devido ao isolamento social, vem sendo realizado on-line, nas plataformas digitais. O encontro desta quinta-feira foi mediado pela gerente executiva da entidade, Maiara Fangueiro.

O patrocínio é das associadas Sicredi Pioneira, Br Suply, Certivale, Intercity, SKA, Vila Rica, Frontec e Unimed.

 

O conteúdo completo da palestra pode ser acessado nestes links:

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