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No “caos organizado”, o país dá sinais de melhora

Há importantes sinais de melhora na economia brasileira, mas ainda não são visíveis após dois anos consecutivos de quedas muito altas, tais como a expectativa de redução da inflação e da taxa Selic e a gradativa elevação de empregos (a taxa deverá ficar em 11% até o final do ano). Esta foi uma das análises apresentadas pelo economista da Federasul, Fernando Marchet durante a reunião-almoço Momento do Empreendedor realizada dia 22 de junho na ACIST-SL. “O caos organizado é um termo que usamos para ilustrar que no meio da tempestade política, a equipe econômica tem conseguido manter os preços de mercado”, explica Marchet. Segundo ele, os três principais itens de crescimento: inflação, desemprego e taxa de juros estão sob controle e em declínio. Além disto, as contas externas do Brasil estão sólidas, com boa fonte de financiamento para o déficit de conta corrente estimulam o investimento estrangeiro no país.

“Falta agora o consumidor ter mais confiança e voltar a comprar, reanimando os setores de comércio e serviços, que são os mais impactados pela instabilidade”, disse. O efeito de renda disponível ainda está para acontecer. O endividamento familiar é grande e os bancos agora que estão ofertando canais de crédito.

Marchet pondera que, caso não surgir nenhuma denúncia forte ou prova contundente, Michel Temer permanece no cargo de presidente até o final do mandato, pois tem o apoio dos deputados quanto às denúncias da PGR e a demora do STF em julgar o processo do TSE. O que gera insegurança é a imprevisibilidade das novas delações.

Sobre as eleições para 2018, Marchet comenta que o cenário está confuso, com candidatos ainda em fase de afirmação. Mas ressalta que os resultados eleitorais no Brasil e no mundo mostraram grande rejeição aos políticos tradicionais. “Não dá para descartar um outsider”.

Fonte: Negócios & Companhia | Redação e fotos: Elizabeth Renz

 

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